Meditação Com a Carta Da Lua

Olá queridos leitores e seguidores. Como sabem (porque tenho partilhado) andei um período de tempo a sentir uma certa colisão entre o mundo dos sonhos e a realidade física chegando ao ponto de por vezes, não conseguir distinguir (afirmar para mim própria com toda a certeza) se estava a sonhar enquanto durmo ou a sonhar acordada… nunca me tinha acontecido e continuei a refletir (não só num plano consciente, mas também de forma subconsciente) sobre a questão. Como também sabem (pelo menos aqueles que me conhecem) uso o Tarot diariamente como ferramenta do despertar da minha consciência e como ferramenta de auto conhecimento e conexão com o meu Eu Superior. A Carta da Papisa  e da Lua têm saído com alguma frequência nas minhas tiragens diárias (quer pessoalmente, quer coletivamente) e comecei a perceber que esse meu estado “meio aqui meio ali” estava diretamente ligado a essas duas cartas.

O próprio Cosmos tem sido palco de uma série pouco usual de eventos lunares que já há muito tempo não aconteciam e sabendo que tudo está conectado a tudo o resto, é fácil perceber que automaticamente a nossa antena energética se conecta a esses mesmos eventos, frequências e vibrações.

Os meus sonhos são maioritariamente de dois tipos: aqueles que chegam à minha mente consciente através de símbolos, que depois a mente racional tem alguma dificuldade em interpretar; e outros que são claramente factuais, quase réplicas de eventuais possibilidades num cenário do dia a dia… este tipo de sonhos que agora falo e  que me começaram a acontecer são uma mistura dos dois, com uma particularidade bem diferente (e creio que é por essa razão que me comecei a baralhar entre o saber se era sonho desperto ou não). Nestes últimos sonhos a minha Alma está presente e está consciente que está presente e faz-me (sonhador) fazer determinadas coisas de modo a que quando eu acordo a) me lembre do sonho; b) saiba que a minha Alma estava lá.

Dentro destes sonhos que comecei a apelidar de “conscientes” (mas que sei agora acontecem quando durmo e não quando estou acordada), umas vezes estou a receber mensagens que me querem passar (e novamente há aqui grupos – pessoas que conheço e que não conheço) outras vezes estou a reviver os meus maiores medos…e não, não são pesadelos…algumas são até banais e por esse motivo, ao início pareciam-me estúpidas e sem sentido ou “avisos” (a nossa mente racional tem tendência a interpretar os medos como sinais ou avisos de que algo não está bem, criando por isso mais medos e mais resistência ao caminho que a nossa Alma escolheu). Resolvi então fazer o exercício de meditação com a Carta da Lua numa tentativa de perceber estes novos tipos de sonhar e percebi que estava a ser guiada pela minha Alma (Eu Superior, Intuição Elevada, Supra Consciência) para perceber onde ainda estou em estado de resistência dentro de mim.

Escrevo isto ainda completamente maravilhada com a magia que se opera quando esta conexão se dá de forma consciente, sem alaridos nem floreados…assim SIMPLES…aqueles momentos AHA! ou Eureka! Aquele SABER que não vem da mente racional, mas é igualmente lógico e compreendido como se tivesse vindo…

A seguir à meditação senti um impulso para procurar o significado da palavra sonho em sânscrito (não faço a mínima ideia do porquê) e isto foi o que encontrei: turíya ou turíyávastha –  quarto estado de consciência, situado além dos estados habituais (vigília, sono e sonho).

A interpretação deste quarto estado de consciência não é simples e diferentes autores têm proporcionado explicações variadas sobre o mesmo. Segundo Roberto A. Martins,

O quarto estado […] é a obtenção de uma situação contínua de vivência de Brahman-Ātman, que é mantida durante a sucessão dos três estados (desperto, sonho, sono sem sonhos). A consciência individual (e sua memória) é mantida de forma contínua; e nos três estados a pessoa consegue voltar sua atenção para o seu Eu interno (o observador, a consciência, a testemunha), não se distraindo com as vivências externas e externas que estão presentes durante o estado desperto e os sonhos.
Essa concepção é expressa na Kaivalya Upaniṣad: “Nos três estados de consciência, tudo o que aparece como objeto de desfrute, ou como o apreciador, ou como satisfação – Eu sou diferente deles, a testemunha (sākṣin), a pura consciência, o eterno Śiva” (Kaivalya Upaniṣad 18).

Conseguem perceber o êxtase?? Era exatamente isso! O que experienciei foi “EU a testemunhar os meus sonhos! E seguiu-se uma série de outras conexões que ainda não encontrei forma de extravasar e  que quero partilhar, mas ainda não sei por onde começar…

Para finalizar, peguei novamente no baralho e pedi-lhe que traduzisse por imagens a mensagem que tinha acabado de receber (eu sei, eu sei…ainda não consegui acreditar completamente em mim própria! Ainda tenho essa sombra para dissolver) e estas foram as cartas que saíram: Papisa (que se liga à lua e à intuição), Temperança ( que é a Arte de combinar duas coisas de uma forma totalmente nova e representa o equilíbrio) e a Lua (intitulada neste baralho Sombra!).

Tudo isto para vos dizer que se têm tido sonhos frequentemente, analisem os medos e resistências que vos têm sido apresentados.

Com Amor,

GaiaNamastê!

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