Quíron entra em Carneiro a 18 de Abril

 

Quíron, o Curador Ferido

Na mitologia grega Quíron era o maior dos centauros, aqueles seres que tem metade do corpo de cavalo e o tronco e cabeça de humano. Ele era diferente dos outros centauros: era filho de Cronos ( ou Saturno), o deus do tempo, e por isso era imortal. Enquanto os outros tinham uma forte natureza selvagem, Quíron era sábio, inteligente e bondoso. Era um respeitado tutor e curandeiro. Um dia, foi acidentalmente ferido por uma flecha do herói Hércules. A flecha estava envenenada, um veneno mortal. Quíron não morreu, mas pela força do veneno, sua ferida jamais se curou. Ele convivia com essa ferida todos os dias de sua vida, e justamente por isso era tão bom em curar as pessoas: sabia o que era estar ferido. Por meio da própria dor, era capaz de compreender a dor dos outros, com empatia e compaixão.

Na astrologia, Quíron é um asteróide, descoberto em 1977, cuja órbita  se situa entre Saturno e Urano e muitos comparam-no a Plutão, numa versão mais pequena.

O signo e a casa em que Quíron aparece no teu Mapa Astral indicam a tua ferida que trazes de vidas passadas. A área de tua vida em que te sentes permanentemente ferido. Ao mesmo tempo, ele é capaz de revelar talentos e habilidades que não te apercebes que tens. É como se tivesses uma excelente percepção dos fatos sobre um determinado assunto, mas não consigas colocar em prática as tuas ideias quando o problema está em ti mesmo.

Esta energia de cura e ao mesmo tempo sofrimento (pois quíron não se conseguia curar a si próprio!) entra no signo de Carneiro, a 18 deste mês. Carneiro é o regente da primeira casa do zodíaco. Esta é a casa do “eu”, do “ego”, da nossa identidade pessoal, a forma como nos vemos e como os outros nos vêem.

A entrada de Quíron em Carneiro vai colocar em movimento a energia das nossas feridas pessoais internas (a nossa auto estima e forma como nos vemos e exprimimos no mundo). Muitos de nós somos muito bons em dar conselhos e a encorajar os outros a expressarem-se sem medos e livremente, mas somos incapazes de fazê-lo nós próprios. Somos constantemente esmagados pela dúvida e auto sabotagem. .. todas estas feridas levam ao ressentimento, a sentimentos de culpa e frustração… (podes perceberes mais sobre o papel deste asteróide na tua Carta Astral aqui).

Esta mudança de Quíron, de Peixes para Carneiro, diz respeito a todos nós, quer tenhamos este asteróide em Carneiro ou não. É o fechar de um ciclo e a passagem para um novo ciclo de cura. Desde 2010 que o curador ferido não mudava de signo, por isso já vês como é uma mudança importante. Ele permanecerá em Carneiro até 2027 (excepto durante um pequeno período retrógrado ainda este ano, em que ele volta a visitar Peixes, mas depressa regressa a Carneiro).

Tomar consciência das nossas feridas é meio caminho andado para a cura, por isso vamos lá usar o nosso psicólogo de serviço (o teu baralho de Tarot) para vermos o que nos espera esta Lua Nova e esta entrada do Curador Ferido em Carneiro ( para fazeres a tiragem de Tarot clica aqui).

Se não usas o Tarot como ferramenta de Crescimento, Consciência e Terapia, fica-te por aqui. Tem apenas em atenção que a partir deste mês poderão vir à superfície feridas antigas que tens que curar para poderes começar uma nova fase.

Com Amor,

GaiaNamastê!

 

 

 

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Tiragem da Lua Nova em Carneiro – entrada de Quíron no signo

 

Pega no teu baralho e baralha as cartas  (se estás ainda a começar na tua viagem pelo Mundo do Tarot, usa apenas os Arcanos Maiores) mentalizando o curador ferido na tua mente…pede ao teu Eu Superior (guias espirituais, Deus, enfim, a quem costumas dirigir-te nos teus momentos introspetivos) que te ajudem a iluminar  o que precisa ser curado esta Lua Nova, para que possas começar um novo ciclo e possas crescer espiritualmente.

Quando sentires que já baralhaste o suficiente (ou se entretanto começaram a cair cartas do baralho!), pousa as cartas, “parte” a meio, coloca as cartas de novo em um monte apenas e tira as cartas seguindo as posições acima descritas.

Posição 1 – Principal ferida que vai ser “ativada” com a entrada de Quíron em Carneiro e que se relaciona com a minha identidade, auto estima e confiança pessoal (é o teu desafio principal este mês).

Posição 2 – Os bloqueios derivados desta ferida, dos quais tenho consciência ( olhar para estas limitações e pensar em formas de finalmente libertá-las);

Posição 3 – Os bloqueios derivados desta ferida que estão num nível subconsciente (quando temos consciência das nossas sombras, feridas e bloqueios, podemos “acender a luz” e olhar de frente para o problema);

Posição 4– A lição que tenho que aprender com este regresso da minha ferida cármica ( compreender e aceitar determinados factos, ajuda-nos a seguir em frente mais fortes e confiantes, depois de libertarmos velhos padrões- olhar para a carta 1 e esta ao mesmo tempo, e tentar estabelecer uma ligação entre as duas);

Posição 5 – Que arquétipo posso usar para me ajudar a curar esta ferida? (ler a descrição da carta que saiu aqui em todos os seus níveis de interpretação e escrever as formas que vais usar para colocar esta energia em ação este mês).

Depois de colocares todos as cartas, podes agora baralhar os arcanos menores e voltar a repetir o processo colocando um menor em cima de cada Maior e voltar a analisar a tiragem, agora sob uma perspectiva mais terrena e mundana.

No final do mês, volta a olhar para a tua tiragem, verifica quais os passos descritos acima que conseguiste concluir e fazer e medita sobre as mudanças que sentiste dentro de ti.

 

Com Amor,

GaiaNamastê!

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“Conversas com Deus” – Neale Donald Walsch

Boa noite queridos amigos, leitores e seguidores. Quem ainda não leu, leia a trilogia “Conversas com Deus” de Neale Donald Walsch…são livros maravilhosos e escritos de forma muito simples que explicam tanta coisa!

Fruto de conversas recentes sobre o porquê de estarmos aqui na Terra, o porquê de não nos lembrarmos que somos espirituais, o porquê de haver sofrimento, o porquê de os grandes mestres dizerem que somos co criadores da nossa realidade…e muitos outros porquês (alguns muito bem respondidos nestes livros), deixo-vos aqui uma pequena parte do livro 1, e a parábola da pequena Alma e do Sol para se deliciarem.

 

“Não condenes tudo o que consideras mau no mundo. Pelo contrário, pergunta a ti mesmo quais foram os teus juízos errados e quais as coisas, se as houver, que desejas fazer para alterares a situação. Interroga o teu interior, mais do que o exterior, perguntando: ” Que parte de mim desejo experienciar agora, face a esta calamidade? A que aspeto da existência prefiro apelar?” Pois toda a vida existe como instrumento da tua própria criação e todos os seus eventos se apresentam como meras oportunidades para tu decidires ser e seres, Quem És.
Isto aplica-se a todas as almas e por isso, já vês que não há vítimas no Universo, apenas criadores. […] Cada Alma é um mestre – embora alguns não se lembrem das suas origens e heranças. Cada uma delas porém, cria a situação e as circunstâncias para o seu propósito mais sublime e para o seu próprio, mais rápido despertar – a cada momento chamado presente. Não julgues portanto o trilho cármico percorrido pelos outros. Não invejes o êxito nem te compadeças do fracasso pois, no cômputo da alma, não sabes o que é o êxito nem o fracasso. Não chames calamidade a uma coisa, ou feliz a um acontecimento, enquanto não descobrires ao certo, ou testemunhares, a forma como são utilizados [ …] pois cada circunstância é uma dádiva e em cada experiência oculta-se um tesouro.
Houve em tempos uma pequena alma que se conhecia como sendo a Luz.Era uma alma nova e por isso, ansiava pela experiência. “Eu sou a luz”, dizia ela. Mas nem todo esse conhecimento e essa proclamação podiam substituir a experiência. E no reino de onde essa alma vinha, luz era tudo o que havia. TODas as almas eram luz, todas eram sublimes, magnificentes e todas cintilavam com o brilho da LUZ. E por isso, a pequena alma em questão era como uma vela ao Sol. No meio da luz mais grandiosa – -da qual ela fazia parte – não conseguia ver-se a si mesma nem experienciar-se como QUEM e O QUE REALMENTE É.
Ora acontece que essa alma ansiava cada vez mais por esse autoconhecimento. E tão grande era a sua ânsia que Eu um dia çhe perguntei:
– “Sabes o que deves fazer para satisfazer a tua ânsia, pequenina?” Deves separar-te de todos nós e deves cobrir-te de escuridão.”
– O que é a Escuridão, ó sagrado?
– “Aquilo que tu NÂO ÉS!”
E foi isso que a alma fez.isolando-se de todos nós, entrando no domínio do mundo físico. E nesse domínio teve o poder de evocar para a sua experiência toda a espécie de escuridão.[…]

Sê uma luz na escuridão e não a amaldiçoes. E não te esqueças de QUEM És quando te vires rodeado por aquilo QUE NÃO ÉS!»

 

 

Com Amor,

GaiaNamastê

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“Ser Espiritual”…o que significa – parte II

Pensavam que já tinha definido a complexidade do que significa “ser espiritual”? Nã! Ainda tenho mais para dizer, muito mais… para não estar a repetir o que já foi dito, continuemos a partir do ponto em que ficamos na primeira parte ( se não leste a 1ª parte podes lê-la aqui).

Partindo da premissa (cientificamente comprovada) mencionada anteriormente de que este é um Universo dual, que uma das Leis Universais é a da Polaridade (ou dualidade), onde existe sombra/luz, yin/yang, positivo/negativo, dia/noite, amor/medo, felicidade/sofrimento,  etc, etc, etc todos somos ao mesmo tempo humanos e divinos (terrenos/espirituais, finitos/infinitos…). Isto significa que funcionamos (entenda-se o “funcionar” como o conjunto do pensar, sentir e fazer/agir) simultaneamente das duas maneiras.

Só este facto é suficiente para se esclarecerem alguns mitos e também dúvidas acerca do assunto. O facto de despertares para a tua essência divina e a reconheceres e abraçares NÃO significa que de repente deixaste de ser “humano” ( e as aspas aqui apenas para que compreendam que não estou a falar de algo não humano, ou Extra Terrestre, mas não encontrei outra palavra para explicar o que quero dizer com esta frase, que pode gerar respostas estúpidas da parte de leitores mais impulsivos). Escrevo isto para frisar e sublinhar bem a importância deste facto, não só para quem ainda não despertou (e também para alguns despertos mas ainda no início da sua jornada, que acham que “ser espiritual” é tornar-se uma pessoa livre de todo o ódio, raiva, medo, desejo, paixões, julgamento ..  e quando se deparam com alguém desperto e o vêem a ter comportamentos, ou ações ou sentimentos como os atrás citados criticam e põem em causa a espiritualidade do outro, continuando eles mesmos adormecidos) como também para aqueles que já despertaram (mas ainda pouco conscientes e acham que ser espiritual é conseguir livrar-se da acima citada lista e dominar outra das Leis Universais: a Lei da Atração) e ainda para os que já estão completamente despertos e se acham “acima” dos restantes citados (os que já se intitulam “mestres” espirituais e já despertaram completamente, só ainda não integraram o ego. Dentro deste último, haverá alguns que realmente são autênticos e sinceros/honestos e outros que são uma charlatanice absoluta, como aliás, em todas as outras áreas da vida).

Assim, despertaste e reconheceste a tua parte divina (somos realmente pequenos fractais de “Deus”) e continuas a ser humano. Isto significa que haverá dias em que acordas virada para o teu lado espiritual e agradeces  ao Universo por estares viva, dás graças pelas tuas bençãos e segues o dia centrada, equilibrada e completamente no Agora e haverá outros dias em que acordas na frequência (e agora perdoem-me o português, o  sarcasmo e  a idiotice descritiva)  “humana-com-vontade de-que-ninguém me f*da a cabeça- que – não-me-apetece-aturar-adormecidos- da-m*rda-ou-despertos-com-a-p*ta-da mania-que-são-iluminados!

Alguns de vocês já desligaram o pc, deixaram cair o telemóvel ou mexeram-se desconfortavelmente na cadeira. Outros ter-se-hão desatado a rir e os que percebem exatamente a veracidade e autenticidade disto, sorriram e respiraram de alívio. É A MAIS PURA DAS VERDADES e eu como escorpião que sou não consigo deixar de dizê-la (e fui até cuidadosa em colocar asteriscos nas palavras ofensivas). Quem diz o contrário está a) a mentir-vos; b) a enganarem-se a eles próprios; c) a reprimirem algo dentro deles e em estado de resistência!

Sim , eu que despertei para o meu lado divino e  que vou no “local” que tenho que ir (nem atrás nem à frente, nem acima nem abaixo de ninguém) acabei de julgar, criticar e possivelmente “ofender” alguns de vocês. Qual é a diferença então, perguntarão vocês, entre alguém desperto de alguém menos desperto? Uma das diferenças é que eu tenho Consciência de que o fiz e do que o faço e provavelmente continuarei a fazer quando acordo “nestes dias”. Outra das diferenças é que essa consciência faz com que não saia à rua e projete estes meus “desequilíbrios” nos outros, embora isso também aconteça. Se isso acontecer já sei que preciso de passar tempo a sós comigo para avaliar o que ainda preciso compreender e integrar dentro de mim.

Muitas pessoas bloqueiam na sua jornada (e eu também já passei por alguns desses bloqueios) porque nas várias fases vão partilhando dos mitos dos grupos acima mencionados e como tal, em determinados momentos parece que regredimos e ficamos desesperados por não estarmos a perceber o que raio se está a passar porque pensávamos que já não deveríamos sentir medo e de repente estamos encolhidos nele; ou pensávamos que tínhamos aprendido a não julgar o outro e ups, “hoje toda a gente para quem olho me faz ter um julgamento”…Nestes momentos pomos em causa uma série de epifanias que tínhamos tido e sentimos-nos completamente deprimidos e culpados.

Meus queridos a conclusão a que cheguei é que não regredimos, não estamos novamente perdidos, não estamos deprimidos, não temos “culpa” de nada, nem deixámos de ser espirituais. Apenas temos que perceber que somos e seremos sempre (enquanto estivermos neste plano físico) humanos. E a proporção da tua espiritualidade é a mesma que a proporção da tua humanidade…andam de mãos dadas…como yin/yang, sombra e luz, amor e medo. Quanto mais espiritual te tornas, mais humano te tornas também, porque só te tornas mais espiritual quando aprendes mais e mais sobre a tua própria condição humana.Essa foi aliás, a razão de teres encarnado: para te experienciares como humano e expandires assim, a tua consciência de ti próprio.

E como aprendes a fazê-lo? Sendo um humano! Com tudo o que isso implica…

Vais continuar a sentir medo, carência, desespero, desamor, insegurança, fragilidade, dúvidas, receios e também amor, abundância, gratidão, segurança, força e certezas…vais é fazê-lo a partir do teu centro ( ou seja de forma consciente) e principalmente, vais aprender a AMAR-TE e a PERDOAR-TE e ACEITAR-TE com todas as tuas IMPERFEIÇÕES e a ASSUMIR RESPONSABILIDADE PELO TEU DESTINO.

Vais aprender que nunca te vais libertar do ego. Vais reconhecer a sua importância e o papel que deve ter na tua vida…vais aprender a reconhecê-lo e aceitá-lo, encontrando assim, o ponto de equilíbrio entre o ego e o EU MAIOR. Vais compreender que se o nosso propósito na Terra fosse abandonarmos o ego, teríamos encarnado numa rocha, planta ou animal irracional…Vais recordar que o ego é o que te permite ser esse “eu” único e especial aqui na Terra, esse “eu”que te permite reconhecer-te a ti próprio em relação ao “tu” que é o outro (e continuará a ser o outro enquanto estiveres aqui encarnado)…Vais aprender a distinguir entre esse “eu” e a tua personalidade (que etimologicamente significa persona, que por sua vez significa “máscara”) e reconhecerás que é essa máscara que precisas abandonar, é dela que tens que te desapegar e deixar cair. Esta será a parte mais difícil da jornada pois a persona anda muito colada ao “ego” e por vezes não sabemos que são duas coisas distintas e muito diferentes. Alguns sofrem do síndrome de Gabriela: “eu nasci assim, eu cresci assim” e encontram aqui um desafio descomunal.

Vais aprender que a tua persona (Aquilo que Achas que És) é o maior obstáculo para o reconhecimento, aceitação e integração do “eu” (ou ego) e do “Eu Maior” (ou super ego).

Vais aprender que só te é possível libertares-te do ego quando morres. A máscara fica, ficam as posses, o corpo e o ego ou a tua identidade, esse “eu” pequenino que te diferencia do tu. O “EU Maior” segue agora viagem,  pura consciência expandida pelas experiências adquiridas.

E então quando é que te tornas iluminado, perguntam vocês? Quando aprendeste todas as lições e não desejas experienciar mais nada…quando sentes que já experienciaste tudo o que era necessário para a tua expansão (e do planeta também, porque és também um ser pertencente a uma consciência coletiva)…quando consegues fazer o que um mestre iluminado fez depois de atingir a sua iluminação (perdoem-me , mas não sei se foi ou não Buda) – Quando lhe perguntaram o que fazia antes de se tornar iluminado, ele respondeu: “carregar água e partir madeira”. E depois de se tornar iluminado? “Carregar água e partir madeira”.

Esta é a minha “verdade”…, o meu entendimento da “Jornada do Louco”… a minha experiência adquirida nessa jornada, o fruto do meu trabalho de auto conhecimento e consciência. Não há um só caminho… Acredito que outras pessoas terão outras perspectivas (pois percorreram outros caminhos) e adoro ouvir outras versões da história. Se sentires vontade de partilhar o teu caminho, a tua opinião, a tua versão da história,  terei muito prazer em conhecer a tua “verdade”.

Com Amor,

GaiaNamastê.

 

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Meditação Com a Carta Da Lua

Olá queridos leitores e seguidores. Como sabem (porque tenho partilhado) andei um período de tempo a sentir uma certa colisão entre o mundo dos sonhos e a realidade física chegando ao ponto de por vezes, não conseguir distinguir (afirmar para mim própria com toda a certeza) se estava a sonhar enquanto durmo ou a sonhar acordada… nunca me tinha acontecido e continuei a refletir (não só num plano consciente, mas também de forma subconsciente) sobre a questão. Como também sabem (pelo menos aqueles que me conhecem) uso o Tarot diariamente como ferramenta do despertar da minha consciência e como ferramenta de auto conhecimento e conexão com o meu Eu Superior. A Carta da Papisa  e da Lua têm saído com alguma frequência nas minhas tiragens diárias (quer pessoalmente, quer coletivamente) e comecei a perceber que esse meu estado “meio aqui meio ali” estava diretamente ligado a essas duas cartas.

O próprio Cosmos tem sido palco de uma série pouco usual de eventos lunares que já há muito tempo não aconteciam e sabendo que tudo está conectado a tudo o resto, é fácil perceber que automaticamente a nossa antena energética se conecta a esses mesmos eventos, frequências e vibrações.

Os meus sonhos são maioritariamente de dois tipos: aqueles que chegam à minha mente consciente através de símbolos, que depois a mente racional tem alguma dificuldade em interpretar; e outros que são claramente factuais, quase réplicas de eventuais possibilidades num cenário do dia a dia… este tipo de sonhos que agora falo e  que me começaram a acontecer são uma mistura dos dois, com uma particularidade bem diferente (e creio que é por essa razão que me comecei a baralhar entre o saber se era sonho desperto ou não). Nestes últimos sonhos a minha Alma está presente e está consciente que está presente e faz-me (sonhador) fazer determinadas coisas de modo a que quando eu acordo a) me lembre do sonho; b) saiba que a minha Alma estava lá.

Dentro destes sonhos que comecei a apelidar de “conscientes” (mas que sei agora acontecem quando durmo e não quando estou acordada), umas vezes estou a receber mensagens que me querem passar (e novamente há aqui grupos – pessoas que conheço e que não conheço) outras vezes estou a reviver os meus maiores medos…e não, não são pesadelos…algumas são até banais e por esse motivo, ao início pareciam-me estúpidas e sem sentido ou “avisos” (a nossa mente racional tem tendência a interpretar os medos como sinais ou avisos de que algo não está bem, criando por isso mais medos e mais resistência ao caminho que a nossa Alma escolheu). Resolvi então fazer o exercício de meditação com a Carta da Lua numa tentativa de perceber estes novos tipos de sonhar e percebi que estava a ser guiada pela minha Alma (Eu Superior, Intuição Elevada, Supra Consciência) para perceber onde ainda estou em estado de resistência dentro de mim.

Escrevo isto ainda completamente maravilhada com a magia que se opera quando esta conexão se dá de forma consciente, sem alaridos nem floreados…assim SIMPLES…aqueles momentos AHA! ou Eureka! Aquele SABER que não vem da mente racional, mas é igualmente lógico e compreendido como se tivesse vindo…

A seguir à meditação senti um impulso para procurar o significado da palavra sonho em sânscrito (não faço a mínima ideia do porquê) e isto foi o que encontrei: turíya ou turíyávastha –  quarto estado de consciência, situado além dos estados habituais (vigília, sono e sonho).

A interpretação deste quarto estado de consciência não é simples e diferentes autores têm proporcionado explicações variadas sobre o mesmo. Segundo Roberto A. Martins,

O quarto estado […] é a obtenção de uma situação contínua de vivência de Brahman-Ātman, que é mantida durante a sucessão dos três estados (desperto, sonho, sono sem sonhos). A consciência individual (e sua memória) é mantida de forma contínua; e nos três estados a pessoa consegue voltar sua atenção para o seu Eu interno (o observador, a consciência, a testemunha), não se distraindo com as vivências externas e externas que estão presentes durante o estado desperto e os sonhos.
Essa concepção é expressa na Kaivalya Upaniṣad: “Nos três estados de consciência, tudo o que aparece como objeto de desfrute, ou como o apreciador, ou como satisfação – Eu sou diferente deles, a testemunha (sākṣin), a pura consciência, o eterno Śiva” (Kaivalya Upaniṣad 18).

Conseguem perceber o êxtase?? Era exatamente isso! O que experienciei foi “EU a testemunhar os meus sonhos! E seguiu-se uma série de outras conexões que ainda não encontrei forma de extravasar e  que quero partilhar, mas ainda não sei por onde começar…

Para finalizar, peguei novamente no baralho e pedi-lhe que traduzisse por imagens a mensagem que tinha acabado de receber (eu sei, eu sei…ainda não consegui acreditar completamente em mim própria! Ainda tenho essa sombra para dissolver) e estas foram as cartas que saíram: Papisa (que se liga à lua e à intuição), Temperança ( que é a Arte de combinar duas coisas de uma forma totalmente nova e representa o equilíbrio) e a Lua (intitulada neste baralho Sombra!).

Tudo isto para vos dizer que se têm tido sonhos frequentemente, analisem os medos e resistências que vos têm sido apresentados.

Com Amor,

GaiaNamastê!

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